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Cidade

Antes suspirávamos na arte do amor, nos escondendo numa armadilha sem fim. Hoje quanto mais se cava, mais vidas são ceifadas. Construímos nossos ideais para um nada comum. Cidade furada para dar vazão a mentes fúnebres, Cidade cheia de mentecaptos que assolam plantações tornando seus solos inférteis Oh! Cidade que chora com as chuvas, parecendo rios caudalosos arrastando pessoas e carros. Sábias vovós que morrem aos poucos com segredos em seus corações. Cidades vazias, onde pequenos grupos discutem seu futuro. Grande cidade que freqüenta meus sonhos. Que na manhã primaveril, Pensarei ainda em trilhar pelos sinuosos caminhos febris, mesmo tendo habitantes sedentos da ganância... que ainda machuca minha cidade, a empobrecendo dia após dia. Em suma, Toda cidade têm Burros, Cachorros, Galinhas, Gatos e Porcos com seus luxuosos chiqueiros. Paola Vannucci 21/04/2010

Eleanor de Aquitania

Arcamos por atos e conseqüências. Eleanor nascera através de atos obscuros, E de conseqüências marcantes. Neta das trovas, Na via se impunha. Marido algum atrevera dominar, Marido fazia jus do seu amor, Nem os amantes lhe serviam a contento. Pois a corte francesa e inglesa era seu objetivo mor. Eleanor Mulher que para história ficara, Levara seu filho para as Cruzadas. Eleanor almejava sempre novos horizontes e Aquitania era geograficamente pequena para tais atos. Seu legado de amor com Henrique sobreviveu e Bravamente sustentou, pôs fim A vida que a atormentava com Nobres causas, atos e conseqüências, Acreditando em seu próprio objetivo. Paola Vannucci 23/01/2010

Meu coração!!!!

Meu coração soa frenéticamente como a vida pede, as vezes triste e calado, muitas vezes com luta e exaustão. meu coração quando sofre são por notícias indesejadas e desvios não contratados, meu coração por fim é o pulsar do rio de sangue que corre em minhas veias não me deixando perecer no meio do caminho, pois no contorno que vejo na esquina vejo que que há um novo objetivo a conquistar. Paola Vannucci 22/02/2010

Deserto

Estou correndo de um lado para o outro no meio do deserto, O sol é quente e quase não há vida, Nem cactos encontro para saciar minha sede, A areia está queimando minha vida, Que transborda perguntas sem respostas. De um lado ao outro, Estou sem respostas a tantas perguntas que quero ouvir. O que me prende no deserto? Creio que seja a vontade de lutar pelo Oasis que é logo ali. Ah! Jamais desisto, Porque sei que a noite esfria e fortalece meu corpo, Durmo sentida. Sonho constantes pesadelos, Tempestades no ar. Mas não decifro, não sei o que há... Ah! Se meus ouvidos usassem da sabedoria e Minha língua calasse diante do sol. Ah! Se meu coração fraco, parasse de doer. O futuro está em nossas mãos, Deus tem o caminho traçado. Mas peço agora que me conforte, Estou correndo ainda no deserto, Logo ouço uma música, Cai a noite, Vejo corpos dançando, Não é miragem, Descobri vida no final do deserto. Ah! Estou lembrando... O sopro manso da...

A nau

A nau partira com meu amor, deixando muita saudade. Mal sabe ela que não devera plantar este feito. A nau, sem querer, trouxera-me espanto e dor. Triste fim será do mensageiro pombo, que Ao chegar, noticiou-lhe uma catástrofe. - Venho da América, não por sua amada. - Trago-lhe a derrocada de um país inteiro. - Um grande terremoto. – Disse o pombo ao meu amor. A nau partira sem data a voltar. O que será de nós diante do caos instalado por terra? Distante do meu amor estou, quando Mais uma vez o pombo retornou e me disse: -Ele sente sua falta, mas teve mais um tremor na Guatemala... -No meio do caminho aspirei também um tremor na Argentina. Pobre e estarrecido me contava o pombo. A nau voltará, tenho certeza, com meu amor a conduzi-la. Não sei se fico tão contente com o pombo que Deveria nos fazer felizes, enviando cantigas de amor, Cantigas trovadorescas dos amores impossíveis/possíveis, Cantigas ouvidas somente por nossos corações. A nau...
Fico a perguntar em todas as confabulações, e penso que nada adianta fazer sobre as catástrofes respostadas da natureza. Deus nos deu vida, e nós os humanos a devastamos num ciclo do qual não escaparemos. Será que nossas Almas serão Salvas? Paola Vannucci 13/01/2010

Lago do Ibirapuera

São Paulo, é um monumento cheio de contrastes, nele se vive a amargura, a agonia, a ânsia da busca da felicidade, uns pedem pão, outros pedem mais poder, uns fedem misérias nas tórridas noites com seus excstasy, outros lucram, nas feiras montadas a céus abertos, São Paulo, distante estou, apareço para comer da boa pizza do Bairro do Bixiga, local do meu nascimento. quando nasci, não era nada disto, estava livre, pensava eu, sai do ventre de minha mãe.... Penso, existo, mas ainda não tenho certeza pra onde vou. São Paulo, antes garoa, agora enchentes, caos implantados por débeis homens... Mas volto ao Ibirapuera que cheira pureza numa breve caminhada para contemplar um dos muitos lugares mais belos que se tem nesta cidade. Paola Vannucci 20/12/2009

Como em todas as noites

Nesta noite, como todas, Acordo com sede. Quero sentir o sabor do seu amor. O agir gostoso que me fará tremer. Ah! Este seu jeito de me seduzir! Não pare! Ah! Este seu jeito de me envolver... Nesta noite, como todas, Quero encostar minhas mãos nas suas, Meus lábios nos seus, Meu corpo ao longo do seu, E... Minha alma a sua. Exercitar o delírio, Beijando o prazer. Como em uma ultima primeira noite da gente, Única e trepida efervescência. Paola Vannucci 11/12/2009

Legal – Ilegal

Poesia – legal. Roda – viva / Prazer – legal. Estudar por obrigação – ilegal, Estudar por paixão – legal. Legal é se divertir, Ilegal é passar frio no terminal de ônibus. Isso é mal. Terrível é comer arroz sem sal, Pimenta é normal, Passar fome é ilegal. Comer coxinha é legal, Esperar o ônibus no terminal é abuso, é ilegal. Legal é passar férias em uma ilha paradisíaca, Ilegal é enfrentar um vendaval nesta mesma ilha, É temporal. Ilegal é doer o braço Escrevendo uma poesia legal. Legal é sorrir, Ilegal é mentir... Para acabar legalmente Uma poesia diferente, Basta usar a mente. Ficou legal? Paola Vannucci & Suelen Loureiro 14/09/2009

Ser criança

Ser criança é participar da vida com imaginação e sabedoria Ser criança é ter brilho nos olhos E esperança de um futuro melhor. Cada qual segue o que se aprende, Uns viciam-se em videogame. Outros em matança a céu aberto, Uns devoram livros Outros trucidam ratos nos lixões para comerem. Ser criança é ter bondade nos corações, mas Não devemos acreditar por si só, Devemos construir hombridade. Cada qual com sua vaidade, Uns sendo exemplos de educação. Outros sendo migalhas de urubus famintos. Poucos sabem o que querem, Muitos tem certeza do que não querem. Ser criança é dar sentido à vida, sendo que, Cada pai presente deveria reaprender com seus filhos Valores perdidos que não se alcançam mais. Paola Vannucci 12/10/2009

A Missa

A missa das seis perdeu valor e fundamento. Devemos recobrar festejos, Culturas mortas Do grande povo, De história a contar. Viver nas recordações, É viver no marasmo da destruição. Viver se drogando, É matar o brilho da alma. O sol surge, Fica alpino, Brilha para poucos. E a lua penetra em muitos, Sofrimentos de conquistas roubadas. A missa é por fim, é A fé quase morta que Existe dentro de nossos corações! Paola Vannucci 03/10/2009 Obs: Poema em resposta ao amigo Samir Raoni

Depressão

Depressão nada mais é Do que estar à beira do abismo. Deixa cair quem quiser, Sobressai quem quiser. Deixa de lutar, a meu ver, Quem não acredita no vôo da águia. Águia voa com coragem, Busca do abismo suas mais terríveis forças, Busca vida intensa. Águia minha que move meu coração, Será que cheguei ao fundo do poço? Depressão nada mais é que a doença do século, A meu ver, É a desculpa que assola a sociedade. Pobre sente depressão, Quando acaba o pão, Nem o arroz com feijão tem na panela. Pobre então, Sofre de depressão. Depressão a meu ver, É quando tudo acaba em vão. Saio do estado terminal, Entro na condução que me guia à Perturbação. Conflitos psicológicos Da vida/sedução. Objetivos alcançados, Mas, por força da minha vontade Canto esta canção. Depressão quem não teve? Peço para; Apenas observar o vôo livre da águia, e Pensará cada qual em seu Coração. Paola Vannucci 21/09/2009

Mais um ano!!!

Irrequieto sentimento, a cada ano que passa. Mais feliz estou. Mesmo com sua ausência que me assola, Garanto meu caminhar realizado. E sei que onde você estiver Está observando, kkkk Pai sou atrevida, né!! Foi a vida que me deixou assim! Seus ensinamentos jamais esquecerei! Por mais este ano te dedico, Obrigada por ser sua Filha!!! Paola Vannucci 13/09/2009

Pátria!

Diante do Hino Nacional da escola, Demos risada. O professor revolucionário e eu, Ríamos como tolos, Ríamos do ridículo da preservação do nada. Pobres criancinhas que não conhecem o Hino da Independência. Para que serve o Hino da Independência? Pobres civis que irão lutar sem vitória. Mundo ridículo sem um ideal de vida. Ríamos, pois ali nenhuns daqueles rostinhos tinham escutado tal hino. Sociedade estagnada, Servidores cansados da pátria. Somos independentes? Desde quando? Somos civis para que mundo agradar? Somos devedores do nada a pagar. Perfeitos bonecos dos governantes Que ao invés de governar, impõem condições E nos obrigam a engolir. Pobres criancinhas, Como numa fabriqueta, Seguem na fila da opressão. Este ou aquele terá futuro, Pobre nação que desaloja neurônios vazios. Sinto que: A luta, cidadania, condição de vida Hoje, ainda é em vão. Mas com mais um ‘Sete de Setembro’ A máscara ainda será bem vinda. Vamos quem puder: SALVAR O BRASIL! Paola Vannucci 05/09/2009

Sal

Quero do quilo de sal comer com você. Sal não é amargura, É apenas um tempero que transforma nossas vidas. Quantos quilos dele comeremos? Alguém já parou para pensar? Dias, décadas, talvez séculos, Quando a alma é prometida, Por séculos nos encontraremos e amaremos. Ah! Deste sal quero provar. Do açúcar, adoçar. Do chocolate, amar. Do mel, grudar e Embolar como a roda que rola e se entrega ao prazer. Do mel, por fim amar. Mas, Do sal, conquistar. Quero aqui que alguém me diga: Quanto tempo dura esse quilo? Os mais sábios dizem: O sal tira-se experiência e conhecimento, O açúcar traz pureza, O mel absorve o néctar. Refina-se o sal, Quero ser a mais rica flor que exala perfume e amor, Quero embolar na mistura do desejo, Fazer colar como uma abelha que sorve de seu mel. Sal, Mistura divina que adéqua nosso amor. Paola Vannucci 23/08/2009

O início da canção

A leveza da natureza Reflete o que quero sentir. Um homem a encontrar, Seduzir-me por seus méritos, Inteligência tangente, Sussurros ardentes, Corpos que se atraem, Desejos construídos. Temos nossas honras. Anjos discutem nosso encontro. Eles dançam o reggae do encantamento. Meu riso já o pertence, Meu corpo cansado se anima. Anjos dançam e lançam magia A Bahia se acalma, e Todos os santos festejam ao luar, Ecoa a sutileza numa dança febril da noite que brilha. Ouça meu amor, sinta o que sinto. Descubra esta canção: Liberdade, Envolvimento e Sincronia Observe: E renda-se aos meus pés. As rédeas são minhas. Você só deve aceitar, Dançar como eu. Render-se! A música acabou, mas, Não para o que estamos sentindo. Paola Vannucci 09/08/2009

Dia dos Pais

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Pai é a presença e a saudade sentida que assola meu coração. Paola Vannucci 09/08/2009 A todos que me visitam: Felis dis dos Pais!!!!

Gripe

Enquanto políticos a mim denominados ‘animais’ discutem por nada em nossos plenários, a população morre como se fossem animais Brasil a fora. A questão é muito simples, estamos vivendo dias de horrores presos em nossas casas, tanto é que nem podemos mandar nossos filhos nas escolas e universidade, estamos amedrontados por uma pandemia da qual segundo a OMS, irá matar ao menos 2 bilhões de pessoas por todo mundo. Vivemos uma quarentena para ver se o tal vírus não se vingue ainda mais da grande massa populacional, ou seja, a Terra está cheia e farta de gente, a Natureza saturada precisa matar alguns 2 bilhões de pessoas para poder manter a Rotação necessária e continuar rodando o mundo dentro de seu eixo, isso se não chover Cometas reluzentes ou vulcões dorminhocos, não acordar e queimar a Terra com suas lavas. E, os governantes, políticos e conselheiros da grande ética? Param sessões homéricas de nossos plenários para se digladiam com palavras de baixos calões, ofendendo a moral do outr...

Epidemia

Epidemia Pandemia Gripe mania Mascarados injustamente, Desmascarados insanos, Desmascarados e covardes homens, Que desvirtua seus sonhos, Descarados homens que não cumprem suas palavras, Mas quem morre são crianças impotentes, São mulheres que luta o pão de cada dia. Sociedade maldita que acaba com os mascarados. Porque os desmascarados, Escancaram sua podridão na guerra fria jamais acabada. Mortos estarão nas suas intenções abutres. Epidemia, Pandemia, Tortura, Ouvidos fartos, Corpos dormentes, Febres aterrorizantes. Fedentinas a céus abertos, Em dois dias morrem milhões pelo mundo, Um a mais dois a menos, cinco por se vingar, seis para matar, Vida pulsante, A sociedade esbarra sempre no perigo, Nobres ‘poderosos’ esmurram carnes necrosadas. Pobres povoados choram a míngua diante da, Epidemia, Pandemia, Mania, Morte! Paola Vannucci 31/07/2009

O Circo

Há quem se dedique dentro de um circo sujo e promiscuo, Há quem se sinta palhaço dentro dele. Palhaços servem pra dar sabor à vida. Palhaços servem para alegrar a triste trajetória. Palhaços vivenciam sua própria desgraça. Há quem diga que somos partes de um circo. Somos palhaços da vida, quando, Somos assaltados, e indefesos entregamos nossas riquezas. Há quem diga que temos nossos direitos, mas, São sempre cobrados nossos deveres? Há quem quer ser o palhaço do circo, não enxergando a vida. Creio que há passagens internas das quais todos devem decidir Qual o caminho seguir. A livre escolha faz do homem um sábio, Faz do anão, sorridente, Do palhaço, adjacente, Da bailarina uma eficiente. Do domador, demente. Somos palco ou bases? Somos aplausos ou derrota? Prefiro ser eu. Há quem luta por direitos e deveres sem esmorecer. Prefiro que os meus usem de sabedoria para ultrapassar barreiras. Há quem chora na escuridão e se enclausura na parede, Formando um triste quadro. Paola Vannucci 13/0...