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Vandalismo x manifestações

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Brasileiro não precisa devanear sobre um movimento, Precisa bradar bravamente por seus atos. Atos isolados, Reivindicações soltas. Motivos pequenos Diante do quanto temos que mudar Neste país. O que era pra ser o inicio, Tornou-se banalização. Selvageria não nos levará a lugar algum. Quem sabe conseguiremos ‘Medidas Provisória’ Como resposta? Pessoas sãs não depreciam suas imagens, Porcos e vândalos sim, exterminam o que seria causa. Sonhar por uma união, não nos chega a lugar algum, Lutar incansavelmente, nos faz chegar ao pleito dignamente. Conversar e buscar, Honrar a Pátria, Cantar hinos, Abraçar a vitória, Reacender uma Nação... Lembrar do passado e correr para o futuro. Lembrar que milhares de pessoas morreram Por lutarem dignamente, e só um, Era o culpado, Um Regime apenas... Agora, Vandalizar um movimento que aparentemente, Seria ‘Acordar uma Nação! É provar que as garras desta mesma Nação Se fundem na inutil...

Estrela

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Tiros, pauladas, bombas... Da história esquecida, Observo verdade estampada no rosto de cada cidadão, Meu coração vibrou ao ver a multidão nas ruas, Povo da gana, da raça e da coragem. Manifesto digno feito sem violência Sem bandeira e sem cor, Paz é o que pede a população fadada ao sofrimento. Penso nestes dias, Num grande ativista que conheci. RS! Numa estrela que para mim É imortal e sublime, que Deixou um dia a semente no meu coração, E por isso não descanso sem alcançar tais condições. Choro muitas vezes. Manifesto calada minha dor. Mas ao ver aquela multidão, Repetidas vezes orgulho-me de ser filha de quem sou. Orgulho-me, pois corre em mim marcas, Que seriam tristes, mas viro a cara, Marcas sujas de um regime político. Corre em mim o sangue fervente, Que jamais abaixará a cabeça diante dos gananciosos. Está mais que na hora de levantar a verdade, Acordar para um mundo justo. Devemos nos lembrar de todos aqueles que um dia lutaram, E, Não estão mais ...

Meu namorado!

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Meu namorado não me dá flores. Ele me conforta em pequenos atos dos quais sempre Peço em orações. Ele me conforta na distancia e me beija No momento certo. Meu namorado não me dá chocolates. Ele se declara na clara noite de frio, Onde o luar se esconde tímido..., Meu namorado me diz: - Brindemos com a pureza nosso amor! - Você é tudo que sonhei em ter... Outro dia meu namorado me ofertou uma canção, Boba e romântica entorpeci-me de desejos. Meu namorado me dá luz, calmaria... Ele trabalha na construção do nosso amor, Eu apanho cada tijolo e preencho nossos corações, Muitas vezes sofro pela distancia, mas lembro do degrau, Acabado e do sorriso estampado, Lembro-me do momento ofertado, Da viagem acabada e do Conhecimento aprendido. Meu namorado me completa. Nem preciso lembrar, pois... Ele já lembrou, Já fez, já construiu, Já me envolveu sob todos os sentidos. Meu namorado é aquele que irradia, E silencia meu sentido brandamente. ...

Manolo Saez

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Aos sete anos riscara seus primeiros traços, Brilhou em São Paulo, Encantou teatros do Rio de Janeiro, e... Morou em Curitiba. Vejo um Cavaleiro andante, Creio que nem Miguel viajou tanto. Vejo o mundo de Lorca, Que me cobria com poesia. Agora aprecio o mundo de Saez, Que mesmo acamado, Não larga seus objetivos. Soube que é um espanhol forte, Que jamais se abateria por um infortúnio qualquer. Ainda bem que a criança prodígio, Presenteia-nos com belas obras. Paola Vannucci 20/08/2012 Ps: Este trabalho, foi realizado junto com minha turma do Pré - Ana passado, minhas crianças recitaram bravamente esta poesia para o pintor Manolo Saez. 

Falha Humana

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A morte mora ao lado, Lado de dentro da ‘Boate’, Morte assombra e varre centenas num piscar de olhos, E o show de pirotecnia, exalta as falhas humanas. Primeira falha: Baile universitário a ser comemorado por ‘maiores’; Havia muitos ‘menores’. Segunda falha: Sistema de segurança comparado aos bárbaros da antiguidade, Trancam-se as portas para receberem míseros trocados. Quem vai enriquecer diante de centenas de mortos? Quem se diverte, com mais uma tragédia? Terceira falha: A mesma porta que entra, sai. A mente humana é falha. Errar várias vezes é irresponsabilidade. Retroceder nas tragédias só me faz pensar, Que a lição não foi aprendida. Hoje, amanhã, mais algum dia, outras mortes contabilizarão. De quem é a culpa? Autoridades? Dono do estabelecimento? Seguradora? Seguranças? Pobres trabalhadores estão sendo massacrados por ordens recebidas. A culpa é da ‘FALHA HUMANA’ Onde muitos trocam os dias pelas noites, Ficam atordoados durante...

Aniversário da Cidade!

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- Mais velha! Tem pastel aqui, senhora! Anunciam os feirantes que Brindam o dia Suado, ganha quem grita, perde quem fala pouco. Saudades daquelas feiras... Dos sons frenéticos do metrô, Ah! Quanta lembrança ao descobrir ainda pequena Que podia chegar ‘na’ Santa Cecília sem nenhuma restrição. Agora de hora em hora tem-se Tour pelo metrô, Vejo São Paulo ainda como descoberta, De história inacabada às histórias intocadas, Ouço parte da História do Brasil, Jamais revelada. Cidade dos sonhos, do desejo, Um toque sincero. Desespero de quem chega e pergunta: - Por onde andarei? Sei que meu objetivo é trabalho. - São Paulo é trabalho. Pela manhã, O vento varria mágoas impregnadas em meu corpo, Pairavam no infinito acinzentado, Mesclando nos finos traços azulados, Formando poesia. Era como se o vento filtrasse meu sangue. Pela tarde, descobria a chuva. Limpando as impurezas da cidade, Aterrorizando a volta do cidadão, e. Sem que eu...
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Assim começa 2013 Não há silêncio que me faça entender Tal brutalidade, Não há vida que se possa tirar diante de Tal banalidade. Estamos no âmago da barbaridade. Jovens saem matando desenfreadamente, Por motivo torpe, Por praticarem desgraça alheia. Jovens matando jovens, Tribos rivais, drogas eminentes... Um rapaz, Mas um rapaz, de boa família, Amor em construção, Objetivando sua trajetória, Gostava da vida, de sua namorada, De seus estudos. Um rapaz poderia ser filho de qualquer um. E sua mãe derrama lágrimas sofridas por sua ausência eterna, Sua namorada ficara em estado de choque. O que é a vida de um jovem perdida? Já os policiais nem observam os fatos, dizem: - Mais um acerto de contas. Onde estamos vivendo? Até quando iremos retroceder na caminhada? Pelo que sei o mundo dos canibais não é este. Autoridades partem sempre da mesma linha de investigação, Que somos iguais, e quando se morrem assassinados, Sempre é por...

A canção que escrevo

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Escrevo a liberdade da canção. Chora cada instrumento a uma razão. Danço a vida sempre em condição. Percebo que livre me completo, Casa trabalho, E a canção sublima meu corpo, O tambor regozija minha alma, Ah! Aquela que flauta, De tão doce flutua na ventania constante, Como num caminhar sem fim. Encontro um amor, Que produz incríveis toques no meu ser. Gargalhadas dou, darei e se quiser, Rio do mundo que Outrora me fizera chorar. Mas a flauta toca docemente para que eu possa brilhar, Simples como o piano que reflete a voz do meu inconsciente; Clamando a pureza do meu ser. E tudo se mistura, Num balançar de riquezas jamais imagináveis por Quem quer que seja, Transbordo na alegria De novos seres aculturados e formados por mim. Transcendo meu coração ainda Na condição. Ah! Condução que me guia. São degraus cruzados na sinfonia, São rostos ardentes e felizes Dizendo a si mesmos, - Que bom, abri a porta da larga escada; ...

A dança

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A dança exala fogo. O sono se perde no sonho, E peço uma prece a Deus. Brado o amor ao meu amor. Danço no sonho como jamais imaginaria; Ouço os ignóbeis marcarem desgraças; Sopro cálido que se força sair da minha boca; Forma a multidão ingrata; Que me segue a todo o momento Passos errôneos daquele maldito sonho, Do qual ainda penso em ser a linda dançarina. A dança queima a alma, O sonho lacrimeja, Acordo assustada, Ouço débeis acabando com suas vidas, Mas que corrompe pensamentos, Por simples prazer, Penso em como reverter situações, Quem sabe algum destino triste? Quem sabe o néscio da prisão? Mas, A vida segue seu curso, Nada posso fazer, Só posso dançar a valsa dos bandolins. E sonhar que n’algum dia, O sopre se faça quente e cheio de brilho. Amando sempre os que me rodeiam. Amando a vida com garra e sempre Libertando-me de falsos sonhos. A dança esquenta a vida, Sem me arrepender dos passos que segui. Paola Vannuc...

Noticiário

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A tormenta continua sempre que ligo A televisão. Cinco morrem, mataram outros sete, E a cracolândia mudou para a Avenida Brasil. Noutro dia, Oito são fuzilados e ônibus foram queimados. Viciados vivem como mortos vivos, Mulheres violentadas sem perceberem, homens, Quebrando seus ossos por uma pedra, Morador de rua agora é Fashion, Por uma pedra. Para fugirem da realidade? O que os governantes fazem? Discutem, Enquanto nascem mais famigerados, Nasce uma sociedade fantasma. Cresce a morbidez humana. Vermes evoluem. São seres sem ideais algum, Precisam de readaptação, Atenção. Mas pessoas que se dizem comuns, Correm da podridão, Escondendo-se em suas casas. Prefeito não mancha sua farda, Federais discutem e rebatem governantes. E a cada dia que passa... A feira se forma na cidade, “Vendemos: - crânios de 2”; - “fêmur de 10”; - “Serve quatrocentas córneas”? Paola Vannucci 10/11/2012

Células queimadas

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Um dia o vento levou meu amor Não sabia:... Um incêndio chegando. Não sentia mais meus instintos. Seu perfume exalara no ar. Minhas células queimaram sem socorro algum. Tive a intenção de pedir ajuda, O fogo me sucumbira. Minhas células secaram diante do incêndio, Que o tirou dos meus braços. Querendo ser, eu a morte, Confiei na rosa que antes parecia triste, e Rija em meio às labaredas, Como resposta; Nada acabara, Apenas uma etapa se concluíra Esse incêndio explica tudo, Sem sua presença, ascende uma chama, Que nutre, queima, Enraíza nosso amor. Desse incêndio, aprendi que ao, Nascer uma rosa, jamais esta morrerá. Nem com a bomba de Hiroshima. Paola Vannucci 01/09/2012

Faces da morte

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Zicho sonhos incríveis, mas que ainda Permanecem no meu interior. Observo não tão distante As ‘faces da morte’, Uma vez na infância assisti este cruel documentário, Hoje leio nas manchetes, Atrocidades terríveis, maquinadas Por parvas mentes. Mentes que deixaram de ser brilhantes, Para suplantar nojo de sangue pelo mundo. Canibalismo, estupro, degola, tortura, terrorismo, Prazer ao ver a derrota alheia. Satisfação pessoal, Maldade vil estampada em rostos desumanos. Algo que meu sonho não suporta, Sexo sem conclusão do amor. Glorificação de seus egos, Onde a fé de cada pacóvio é ínfima. Em um hospital da cidade. Vejo o dono do cercado matando a bondade De mais um paciente morrendo sem piedade, Grito desespero, e ao sair, Sinto frio na minha face, Avistando na outra esquina, Um mendigo ardendo na fogueira, Deixada por cruéis adolescentes rindo com pedras de Crack manchando suas mãos. Quero entender, Qual o prazer da ano...

Caminhada

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Continuo meu caminhar, Resistindo a dor. Dias de desespero, Dias cheios de perguntas, Para poucas respostas. Vida louca que me confunde como um qualquer, Delírio desgastante que me faz distante dos seus passos. Trilho meus passos a procura de um porém, Nada me consola, Nem menos as teclas do computador. Procuro tocar o vento. Imaginando ser sua pele, Que um dia já foi doce como um anjo inocente, Mas, o anjo, Meus olhos não encontrou. Percebi que cheguei tarde ao coração da nobreza. Meu rastejar começara Na imensidão deste país, Que me deixa distante do seu sentir. Descobri que sou uma fagulha Que jamais penetrarei nos seus pulsos sanguíneos. Agora ando com um nó fraco na garganta, Querendo balbuciar, Vociferar, Declamar, Palavras jamais ditas aos seus ouvidos. Paola Vannucci 27/01/2012

Acordar

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Depois de algum tempo parada, resolvi voltar, mas relembrando algo que escrevi antes... Espero que vocês gostem: Acordar O diabo invadira meus sonhos, Para tomar meu corpo como uma prostituta. Bem que tentou o coitado, Mas de súbito assombro, acordei e rezei, Pobre diabo que me dissera uma vez, Que sua carne era mais vil, Ou, a mais gostosa. Mal sabe ele, que tenho um trato com alguém que me conduz. Coitado, Pensa que é assim, usar, abusar, Jogar na sarjeta como uma maltrapilha qualquer. Pobre diabo que se esconde na face do cordeiro. Ontem ele tentou, nesta semana também, Atordoada, fiquei. Desapontada chorei. Tenho pena porque, Diabo algum sabe o tamanho da minha Fé. Meu corpo tem dono, meu caminhar também. Mal sabe ele que guardo um desejo em meu coração. Entre lobos, Sou eu um cordeiro a espreita da boa vida. Paola Vannucci 20/03/2010

A Espera Sem Fim

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A criação Vem das profundezas. Meu interior é um imenso choro, Revestido de calor, Emana luz. Clama, Irradia sorriso. Minha face aveludada ainda Aumenta o tom, Nas noites finas desta cidade. A tormenta está no caos do trânsito que Não me permite chegar ao destino. Vou, Rodo e volto ao ponto de partida. Avisto algo: Será você a me esperar? Venha logo. Logo Erguerei meus braços. A espera, Provoca desconforto Desesperança... Percebo Que a criação fora Completa Quando resisto. No rio do meu deserto, A saudade Que passa Por tempestades, Até um dia Você chegar. Paola Vannucci 20/02/2012

A minha volta

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Vejo um mundo a minha volta, Que não condiz com o que sinto. A Bomba de Hiroxima deveria acabar com a Terra, Mas dias bonitos de domingo, Invadem o mundo. Não os meus e Sim para os amantes dos parques, Após deixarem seus lixos em noitadas decadentes. Vejo um mundo torpe, Onde ‘grana’ grita a gana de cada ser. Pobreza está na mente, e, Se não me sobra ‘algum’? Não abro janelas ao vento, Ficaria exposta no desabar de cada prédio. Varreria corpos dos escombros, Do mundo nada me consola, e Estouvados sobre asfaltos, Vórtices indeléveis, febris seres, Que nada produzem. A esperança é perdida, Ao escutar arengas nos palanques. Vejo ínvias mentes conquistando o pão da pobreza. Estou numa bola de neve que degela A cada morte sofrida, Enquanto nos ‘UFC’S’ a violência é Instigada e aplaudida como se fossem mártires dos desertos. AH! Vida minha! Sei que sobreviverei das minhas palavras, Escondendo-me, sem que me vejam, Nas tais afirmações ...