segunda-feira, fevereiro 11, 2008

O funk é Freud

Olá pessoal, estou abrindo uma nova remessa para meu blog este ano, este artigo não fui eu que escrevi, mas tem seus méritos e dos bons. Em breve quero escrever, colocar aqui artigos para serem discutidos, criticados, ou quem sabe.... Que venham as críticas, vamos parar de lenga lenga!, Rs
Beijos a todos e Feliz 2008!!
PAOLA VANNUCCI
O FUNK É FREUD
Levanto da cama todos os dias por volta de 6h da manhã. É uma obrigação, mas há um toque de crueldade nesse ritual. Não acordo com o tradicional "ring" do despertador, "bip" do relógio ou, para os mais modernos, toque polifônico do celular. Sou suavemente agredido com um funk. Todos os dias, de segunda à segunda, às 6h da madrugada.
Corta
Freud achava a música uma atividade inferior. Faz sentido, haja vista que, quando você faz um festival de música, aparecem de quatro a cinco mil inscritos. Resumindo: qualquer imbecil analfabeto pode fazer uma música; trata-se de uma atividade sensorial. Não é de hoje, mas o sensorial é moda. Estamos falando de algo que atinge a culminância da cultura intelectual e lógica.
Ou seja, merdas vendem. Hoje em dia qualquer Latino pega um violão e, seguindo tal fórmula mágica – refrão com muitas vogais, queda, refrão com muitas vogais, palminha na mão e refrão com muitas vogais- , fatura milhões. Entendeu, eles não ganham por mérito deles. Eles ganham por que vendem mais.

Eu tenho medo que o funk vire no Brasil o que o Hip Hop tornou-se nos Estados Unidos. Depois da difusão do Hip Hop via MTV, a boa música americana, que já era escassa, morreu. E hoje fala-se muito da Dança do Creu. Pois preparem-se, aí vem o Carnaval. Muita lombar será destruída até a quarta-feira de cinzas.
Fico pensando se Freud gostaria de Funk. Pois sim, gostaria. Freud só gostava de Mozart, que qualquer idiota entende, e adorava Carmen, que é opera dos que não entendem de Opera. Talvez Freud não entendesse muito de música.
Ou a desgraçada da minha vizinha adore Freud.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

A cada minuto

Sinto-me invadida,

os passos, não são mais meus e a vida é um inferno sem fim.

tudo poderia ser para e pelo amor.

Mas Pessoas que me rodeiam, invadem-me e me deprimem.

A vida é um mar de sangue.

Não sei mais o que é viver.......





PAOLA VANNUCCI

08/02/2008