domingo, janeiro 31, 2010

Deserto



Estou correndo de um lado para o outro no meio do deserto,

O sol é quente e quase não há vida,

Nem cactos encontro para saciar minha sede,

A areia está queimando minha vida,

Que transborda perguntas sem respostas.

De um lado ao outro,

Estou sem respostas a tantas perguntas que quero ouvir.

O que me prende no deserto?

Creio que seja a vontade de lutar pelo Oasis que é logo ali.

Ah! Jamais desisto,

Porque sei que a noite esfria e fortalece meu corpo,

Durmo sentida.

Sonho constantes pesadelos,

Tempestades no ar.

Mas não decifro, não sei o que há...

Ah! Se meus ouvidos usassem da sabedoria e

Minha língua calasse diante do sol.

Ah! Se meu coração fraco, parasse de doer.

O futuro está em nossas mãos,

Deus tem o caminho traçado.

Mas peço agora que me conforte,

Estou correndo ainda no deserto,

Logo ouço uma música,

Cai a noite,

Vejo corpos dançando,

Não é miragem,

Descobri vida no final do deserto.

Ah! Estou lembrando...

O sopro manso daquela noite sem pesadelos,

Guiou-me para a vitoria,

Tão sonhada cerimônia,

A dança do amor encontrado.

Paola Vannucci

30/01/2010

segunda-feira, janeiro 18, 2010

A nau


A nau partira com meu amor, deixando muita saudade.

Mal sabe ela que não devera plantar este feito.

A nau, sem querer, trouxera-me espanto e dor.

Triste fim será do mensageiro pombo, que

Ao chegar, noticiou-lhe uma catástrofe.

- Venho da América, não por sua amada.

- Trago-lhe a derrocada de um país inteiro.

- Um grande terremoto. – Disse o pombo ao meu amor.


A nau partira sem data a voltar.

O que será de nós diante do caos instalado por terra?

Distante do meu amor estou, quando

Mais uma vez o pombo retornou e me disse:

-Ele sente sua falta, mas teve mais um tremor na Guatemala...

-No meio do caminho aspirei também um tremor na Argentina.

Pobre e estarrecido me contava o pombo.


A nau voltará, tenho certeza, com meu amor a conduzi-la.

Não sei se fico tão contente com o pombo que

Deveria nos fazer felizes, enviando cantigas de amor,

Cantigas trovadorescas dos amores impossíveis/possíveis,

Cantigas ouvidas somente por nossos corações.


A nau moderna nos traz agonia, desassossego.

Pombos sortudos que rezam sabedoria, dizem:

- Graças ao Bom Deus estamos livres e voando.

Para ir e vir transmitindo mensagens,

Sejam quais forem.

Pergunto-me:

-Porque a nau insiste em tanto levar meu amor?

Só fiquei mais uma vez...

Mas agora com uma certeza:

Eu tenho um amor que me espera,

Mesmo que distante beirando o caos.


Paola Vannucci

18/01/2010

quarta-feira, janeiro 13, 2010





Fico a perguntar em todas as confabulações, e penso que nada adianta fazer sobre as catástrofes respostadas da natureza.


Deus nos deu vida, e nós os humanos a devastamos num ciclo do qual não escaparemos.


Será que nossas Almas serão Salvas?



Paola Vannucci

13/01/2010