sexta-feira, setembro 18, 2015

A ETERNA MÚSICA




A viagem musical insiste na arte que me faz pensar,
Rumos inquietos que a vida me trás.

Transbordo meu tempo nas produções das quais,
Me trazem prazer.
Amo ter que ir e vir,
Amo ter que permear cultura,
Aliar esta ao meu trabalho.
Desamo a desordem Política deste País,
Mas amo meu íntimo que pede luta.
Minha viagem é enigmática,
nem todos entendem,
Não precisam....
Nem todos sentem,
Não compreendem,
Não preciso...
Pois desta vida o que levarei?
Apenas lutas, algumas conquistas,
Quem sabe o muro,
Para um abismo saltar?
Quando na ideia de uma pobre criança, que
Fugira de tamanha insatisfação.
Quem sabe?
Não sei,
Não sabemos.
Não precisa ao menos pensar.

Precisa apenas compartilhar da canção,
Que não para de tocar, até que
Mercenários caem em si e tramam política de Base justa a 
todos!


PAOLA VANNUCCI
18/09/2015

sexta-feira, setembro 04, 2015

A Cor que Chama Sua Atenção

A imagem de uma criança corre o mundo, 
Com tristeza e lamentos, 
Mas várias imagens de várias pessoas, 'seres humanos', que 
Cortam mares e oceanos. 
E o mundo se cala, dizendo, mais um barco, 
Um naufrágio. 
Qual a cor que nos chama atenção? 
Lembrando aqui que fico triste .
Com tantas mortes desenfreadas, 
Choro calada sem me manifestar, 
Pois palavras são sumidas, 
E o calor esfria diante de tantas maldades. 
Se um povo foge de seu país é porque não há 
 Meios de sobrevivência, 
Ainda que exista uma esperança além mar,
Ainda que tenham canibais mais além dos olhos de quem viaja, 
Existe vontade de viver sem esperar a quem, 
Exite sonho, 
Existe vontade de mudar. 
....Mas... 
Nada justifica a morte de várias como : 
Crianças, velhos, jovens e adultos.
 ...Mas... 
Qual a cor da morte que mais chamou a atenção do mundo? 


PAOLA VANNUCCI 
04/09/2015


sábado, novembro 02, 2013

O preço da honestidade

Quanto mais certinha sou,
Convenço-me de que o mundo torto não é pra mim,
O 'homem' calca meu calo e me diz:
Você plantou e colheu errado,
Não adiantou ser tão certinha,
Se no meio do saco tem um fruto podre.

A vida honesta tem seu preço,
Pago com meu corpo em transe,
Que sofre
E me calo, diante do caos,
O homem não tem coragem de olhar nos meus olhos
Mande seu representante
Que diz:
Ainda tentar algo que não condiz com a verdade
A verdade está na palavra que Deus me diz:
- Vá e não mintas! Vá e siga seu coração!
Vá e caminhe pela Fé!

Vivo na realidade crua,
E vejo-me diante de um computador a espera de uma resposta!
Rezei dobrei meus joelhos doidos pelo desgaste,
Clamei pela hombridade,
Onde me resta esperar.
O preço da honestidade.

Vejo coisas que não condizem,
Não posso me calar,
Um conselho pedido, uma resposta a revelar,
Alguém a enxergar,
O que me resta então é
Apenas esperar.

Paola Vannucci
02/11/2013

sábado, julho 27, 2013

Permita-me



Exaltai o mundo da Fé,
Exaltai o caminho dos pobres,
Caminhai pela Simplicidade.

Meu caminhar vagueia pela humildade,
Mas não sei se minha Fé está fortalecida.
Deus, meu bom Senhor,
Faz-me rir com sua sabedoria.
Deus, meu bom Senhor,
Faz-me clamar mais por Ti.

Meu caminhar
É a constante peregrinação por um
Mundo Digno.
Deus me permita abraçar a realidade,
Plantando a semente da verdade.
Sejamos justos,
Tem multidões morrendo pelo caminho,
Sem ao certo conhecer Tua palavra.
Morrem pela Fé,
Abafada pelos gananciosos.

Deus permita-me ser Simples,
Pois vivo vida delicada,
Ganho pão para sustento da minha casa,
Permita-me Santo Padre,
Dividi-lo ao próximo que necessite.
Permita-me que este próximo não engane meu coração.
Que este próximo não vanglorie da minha piedade e
Peça em vão,
Para depois drogar-se na esquina de cada rua.

Santo Deus permita-me lembrar aos povos que Papa não é Deus,
E sim,
Um representante que leva a mensagem da verdadeira Cruz,
Permita-me afastar os corvos que conspurcam o Teu altar
Para que assim sejamos construtores da Paz.

Deus permita-me sorrir como o Papa,
Transmitir sabedoria e serenidade.

Paola Vannucci
27/07/2013

sábado, junho 22, 2013

Vandalismo x manifestações


Brasileiro não precisa devanear sobre um movimento,
Precisa bradar bravamente por seus atos.
Atos isolados,
Reivindicações soltas.
Motivos pequenos
Diante do quanto temos que mudar
Neste país.
O que era pra ser o inicio,
Tornou-se banalização.
Selvageria não nos levará a lugar algum.
Quem sabe conseguiremos ‘Medidas Provisória’
Como resposta?
Pessoas sãs não depreciam suas imagens,
Porcos e vândalos sim, exterminam o que seria causa.
Sonhar por uma união, não nos chega a lugar algum,
Lutar incansavelmente, nos faz chegar ao pleito dignamente.

Conversar e buscar,
Honrar a Pátria,
Cantar hinos,
Abraçar a vitória,
Reacender uma Nação...

Lembrar do passado e correr para o futuro.
Lembrar que milhares de pessoas morreram
Por lutarem dignamente, e só um,
Era o culpado,
Um Regime apenas...

Agora,
Vandalizar um movimento que aparentemente,
Seria ‘Acordar uma Nação!
É provar que as garras desta mesma Nação
Se fundem na inutilidade.

Paola Vannucci

22/06/2013

terça-feira, junho 18, 2013

Estrela


Tiros, pauladas, bombas...
Da história esquecida,
Observo verdade estampada no rosto de cada cidadão,
Meu coração vibrou ao ver a multidão nas ruas,
Povo da gana, da raça e da coragem.
Manifesto digno feito sem violência
Sem bandeira e sem cor,
Paz é o que pede a população fadada ao sofrimento.
Penso nestes dias,
Num grande ativista que conheci. RS!
Numa estrela que para mim
É imortal e sublime, que
Deixou um dia a semente no meu coração,
E por isso não descanso sem alcançar tais condições.
Choro muitas vezes.
Manifesto calada minha dor.
Mas ao ver aquela multidão,
Repetidas vezes orgulho-me de ser filha de quem sou.
Orgulho-me, pois corre em mim marcas,
Que seriam tristes, mas viro a cara,
Marcas sujas de um regime político.
Corre em mim o sangue fervente,
Que jamais abaixará a cabeça diante dos gananciosos.

Está mais que na hora de levantar a verdade,
Acordar para um mundo justo.
Devemos nos lembrar de todos aqueles que um dia lutaram,
E,
Não estão mais presentes,
Devemos correr praças, avenidas, bradar todos os ideais,
Não é nossa obrigação,
É nosso dever, é nossa Pátria.
São nossos filhos,
São...

Devo lembrar que
Uma estrela não morre tão fácil,
Ela deixa rastros e perpetua
Sua existência no ato da explosão.
Devo lembrar que somos filhos da revolução.
E que a estrela que se apaga,
É o político que rouba uma Nação.

Paola Vannucci
18/06/2013

quinta-feira, junho 13, 2013

Meu namorado!

Meu namorado não me dá flores.
Ele me conforta em pequenos atos dos quais sempre
Peço em orações.
Ele me conforta na distancia e me beija
No momento certo.
Meu namorado não me dá chocolates.
Ele se declara na clara noite de frio,
Onde o luar se esconde tímido...,
Meu namorado me diz:
- Brindemos com a pureza nosso amor!
- Você é tudo que sonhei em ter...
Outro dia meu namorado me ofertou uma canção,
Boba e romântica entorpeci-me de desejos.
Meu namorado me dá luz, calmaria...
Ele trabalha na construção do nosso amor,
Eu apanho cada tijolo e preencho nossos corações,
Muitas vezes sofro pela distancia, mas lembro do degrau,
Acabado e do sorriso estampado,
Lembro-me do momento ofertado,
Da viagem acabada e do
Conhecimento aprendido.
Meu namorado me completa.
Nem preciso lembrar, pois...
Ele já lembrou,
Já fez, já construiu,
Já me envolveu sob todos os sentidos.
Meu namorado é aquele que irradia,
E silencia meu sentido brandamente.
É maravilhoso viver nosso amor,
Porque tenho a sensação de sempre querer mais.
Meu namorado não se cansa de me namorar.
Um dos motivos que me faz querer mais e mais.
Somos felizes juntos!
Te amo!

Paola Vannucci

12/06/2013

sábado, fevereiro 09, 2013

Manolo Saez




Aos sete anos riscara seus primeiros traços,
Brilhou em São Paulo,
Encantou teatros do Rio de Janeiro, e...
Morou em Curitiba.
Vejo um Cavaleiro andante,
Creio que nem Miguel viajou tanto.
Vejo o mundo de Lorca,
Que me cobria com poesia.
Agora aprecio o mundo de Saez,
Que mesmo acamado,
Não larga seus objetivos.
Soube que é um espanhol forte,
Que jamais se abateria por um infortúnio qualquer.
Ainda bem que a criança prodígio,
Presenteia-nos com belas obras.

Paola Vannucci
20/08/2012

Ps: Este trabalho, foi realizado junto com minha turma do Pré - Ana passado, minhas crianças recitaram bravamente esta poesia para o pintor Manolo Saez. 

domingo, janeiro 27, 2013

Falha Humana




A morte mora ao lado,
Lado de dentro da ‘Boate’,
Morte assombra e varre centenas num piscar de olhos,
E o show de pirotecnia, exalta as falhas humanas.
Primeira falha: Baile universitário a ser comemorado por ‘maiores’;
Havia muitos ‘menores’.
Segunda falha: Sistema de segurança comparado aos bárbaros da antiguidade,
Trancam-se as portas para receberem míseros trocados.
Quem vai enriquecer diante de centenas de mortos?
Quem se diverte, com mais uma tragédia?
Terceira falha: A mesma porta que entra, sai.
A mente humana é falha.
Errar várias vezes é irresponsabilidade.
Retroceder nas tragédias só me faz pensar,
Que a lição não foi aprendida.
Hoje, amanhã, mais algum dia, outras mortes contabilizarão.
De quem é a culpa?
Autoridades? Dono do estabelecimento? Seguradora?
Seguranças?
Pobres trabalhadores estão sendo massacrados por ordens recebidas.
A culpa é da ‘FALHA HUMANA’
Onde muitos trocam os dias pelas noites,
Ficam atordoados durante o dia,
Mas vivem nas festividades noturnas.
Dormem nas manhãs, rendem pouco no trabalho,
E ganham fama nas madrugadas.
Quem trabalha falha.
Quem dança paga para ver o fogo acontecer.
Quem chora são os familiares que estavam em suas casas.
Quem lamenta mais uma vez é o ‘Mundo’
Que ao invés de se preocupar com a ‘Fome’ e a ‘Miséria’
Transfere sua dor para esses poucos néscios,
Que insiste em falharem.

Paola Vannucci
27/01/2013

sábado, janeiro 26, 2013

Aniversário da Cidade!



- Mais velha! Tem pastel aqui, senhora!
Anunciam os feirantes que
Brindam o dia
Suado, ganha quem grita, perde quem fala pouco.
Saudades daquelas feiras...

Dos sons frenéticos do metrô,
Ah! Quanta lembrança ao descobrir ainda pequena
Que podia chegar ‘na’ Santa Cecília sem nenhuma restrição.
Agora de hora em hora tem-se Tour pelo metrô,
Vejo São Paulo ainda como descoberta,
De história inacabada às histórias intocadas,
Ouço parte da História do Brasil,
Jamais revelada.
Cidade dos sonhos, do desejo,
Um toque sincero.
Desespero de quem chega e pergunta:
- Por onde andarei? Sei que meu objetivo é trabalho.
- São Paulo é trabalho.

Pela manhã,
O vento varria mágoas impregnadas em meu corpo,
Pairavam no infinito acinzentado,
Mesclando nos finos traços azulados,
Formando poesia.
Era como se o vento filtrasse meu sangue.
Pela tarde, descobria a chuva.
Limpando as impurezas da cidade,
Aterrorizando a volta do cidadão, e.
Sem que eu perceba;
Ao anoitecer, deparava com a tormenta,
Bares, restaurante, freguesia exausta,
Desprendendo-se do dia árduo,
São Paulo que jamais me esqueceu,
Da Casa das Rosas e das suas pizzarias,
Da rua que me acolheu,
Que fosse talvez um ‘Gavião alimentando-se do Brigadeiro Peixoto’.

E mais um dia nasce com aquele feirante da Ceasa, anunciando:
- Minha senhora, meu senhor...
- Hoje tem saudade na Maloca!

Paola Vannucci
25/01/2013