sábado, novembro 02, 2013

O preço da honestidade

Quanto mais certinha sou,
Convenço-me de que o mundo torto não é pra mim,
O 'homem' calca meu calo e me diz:
Você plantou e colheu errado,
Não adiantou ser tão certinha,
Se no meio do saco tem um fruto podre.

A vida honesta tem seu preço,
Pago com meu corpo em transe,
Que sofre
E me calo, diante do caos,
O homem não tem coragem de olhar nos meus olhos
Mande seu representante
Que diz:
Ainda tentar algo que não condiz com a verdade
A verdade está na palavra que Deus me diz:
- Vá e não mintas! Vá e siga seu coração!
Vá e caminhe pela Fé!

Vivo na realidade crua,
E vejo-me diante de um computador a espera de uma resposta!
Rezei dobrei meus joelhos doidos pelo desgaste,
Clamei pela hombridade,
Onde me resta esperar.
O preço da honestidade.

Vejo coisas que não condizem,
Não posso me calar,
Um conselho pedido, uma resposta a revelar,
Alguém a enxergar,
O que me resta então é
Apenas esperar.

Paola Vannucci
02/11/2013