sábado, setembro 30, 2006

EXPRESSAS SÃO EXPRESSÕES

Somos todos expressivos,
Na dor, na agonia, na morte...
Sou mórbida quando escrevo,
Falo em morte e gosto desse assunto.
Sou triste por ela não bater aos meus pés,
Os outros são quem morrem por mim.
As pessoas se agonizam em dores
Expressivas deixadas pela vida.
A expressão de cada ser aqui presente
É a de ser poetas ou artistas.
Somos poetas, porque escrevemos nossas vidas. E
Artistas por sermos bases a esse palco escandalizante...
Que expressão!
Que derrota!
Somos fartos por maus governantes...
Que decadência!
Temos a morte no coração...
Até é bom que ela chegue,
Fico honrada por aqueles que deixaram o mundo...
Eu sou a desavergonhada por
Me verem aberta a vida toda.
Expressas são expressões carentes,
Daí, fecho-me.
Quero a morte.
Na dor, distanciei-me;
Na agonia, sofro em ser feliz;
Na morte luto em vão...
Expressas são a glória de cada ser

Em ter o rosto cheio de expressão!...



Paola Vannucci

quarta-feira, setembro 27, 2006

Por que será que quando nos tornamos adultos, queremos retornar ao tempo de infancia?Vc Já pensou?Tempo de criança o primeiro amor é aquele que é eterno, é o amor puro e verdadeiro...Depois que se deixa escapar o primeiro amor, por mais que se queira, o próximo nunca será eterno....
Como nunca foi......
Paola Vannucci

sábado, setembro 23, 2006

REFÚGIO


Refugio-me da tristeza
Refugio-me da dor...
Sabia quem era atrás daquela porta,
Mas de súbito desinteresse fiquei remota e parada.
Fiquei em transe a consolar-me e
Ver nosso filme por um fio...

Meu amor penso agora na miséria deixada pelas
Heranças do homem.
O que nos resta agora?
Nossos filhos,
Terão paz?
Terão água a beber?
Terão vida a viver?
Não, não terão...
Terão cápsulas de engorda como se fossem porcos a irem para os matadouros...
Terão de pagar níveis altíssimos de sangue para respirar ares venenosos...

Meu sublime amor,
Qual o sentido do homem aqui na terra?
Tanta luta...Sem água pura a tomar.
Guerras ardentes a lutar, só para matar tribos/raças/etnias...
Quem ganha com isso?
Alguém se diz vitorioso em meio caos?
Não, não, a vitória não é essa...
A cúpula não chega a acordos, revoltas acontecem.
Cúpula pra que?
Revoltas mais...

Mas entrego-me ao meu amor aqui sentido
Entrego-me a Paz devida e que todos as vêem com força!!!!
Paz
Sentido da luta pela dignidade!!!!!!



PAOLA VANNUCCI

domingo, setembro 17, 2006

A Santa

Ambos tinham 12 anos, quando saíram de casa.
Ambos gastaram até o que não tinham, mas tinham de retornar.
- E agora? – perguntou ela para seu velho amigo.
- Está vendo aquela imagem ali?
- Qual?
- Aquela da Santa com as mãos estendidas. Tem um monte de moedinhas...
- Ah! È pecado. Você não ta pensando...
- Estou...
- Mas é pecado , eu repito.
- Claro que não! Nós temos de voltar pra casa, e a Santa não vai ligar. A Santa vai nos ajudar. Correto?
- Mas essas moedas são ofertas para a Santa, não é correto tirar dele.
- Mas agora precisamos voltar para casa...
- Mas é pecado prefiro voltar a pé.
- Olha vou explicar um negócio: A Santa vive querendo nos ajudar, certo? Então a gente pede ajuda a ela e ela nos dá o dinheiro para voltarmos as nossas casas!
- Você deve estar brincando?
- Não é muito simples, o dinheiro que precisamos, será apenas para as passagens do ônibus. E de quebra ela nos dá um sorvetinho. Que você acha?
- Olha vai começar a chover...
- Olha, mais um motivo para pegar o dinheiro e sairmos correndo daqui. A Santa é boa, ela não vai brigar com a gente, e sim nossas mães que devem estar nos esperando com um pau de macarrão cada uma.
- Ok! Você me convenceu, mas apenas as passagens de volta.
- Mas já que ela nos ajudou, quero um sorvetinho.


Já dentro do ônibus, a menina perguntou se o garoto não era Católico. Ele disse que não. Que era Mórmon.



PAOLA VANNUCCI

quarta-feira, setembro 13, 2006

13 - 09 - 1986


A medida em que o tempo passa, sinto-me cada vez mais capaz de realizar metas e objetivos, sim porque tudo na vida tem-se as chamadas metas, para que nós busquemos forças a progredir nessa vida.
Falo assim porque hoje se completa 20 anos que meu pai morreu. 20 anos de luta para me sobressair neste mundo de carniceiras e pulguentas pessoas que praticam o mal seja para quem for.
Erico Vannucci Mendes, homem simples, pai simples, de cunho firme, me ensinou a viver durante os meus quinze anos que tivemos juntos. Pai de palavras, pai de ensinamentos, pai de hombridade e respeito, pai com ideais humanistas, não media esforços a ajudar, desde que as pessoas se deixassem ser ajudada. Pai da cultura, de vastas informações.
Oficinas culturais ele criou, trabalhos sociais ele fez, espalhando sua graça em forma de conhecimento, deixou rastro de alegria, deixou linhas de esperança, deixou a paz nos corações que com ele conviveu.
Pai tenho tanta saudades de ‘ti’.
Pai, sempre agradeço suas palavras de sabedoria.
Pai sigo as suas ultimas palavras.
Preparando-me para a sua morte, disse:

- Paola, sei que vou morrer...
E no dia da minha morte, se você tiver alguma coisa de importante a fazer, seja qual for, vá lá e faça.
Não quero que chore minha morte, quero que lute com unhas e forças pelos seus ideais.

Estas são as ultimas palavras do grande ensinamento que tive do meu pai.
Por isso é que hoje eu agradeço a Deus por ter sido eu a sua filha caçula e por ter sido eu a Paola mulher de guerra formada por Erico Vannucci Mendes.
Pai tenho a certeza de que se você tivesse aqui, me aplaudiria, pois hoje posso dizer que sou uma mulher realizada.

Obrigada!

PAOLA VANNUCCI

quinta-feira, setembro 07, 2006

PORTAS

Em teu corpo quero estar sempre meu amor
Assim como fortes palavras de desabafos me fizeram entender o rumo da vida
A calma a ser tomada e a serenidade nas decisões
Encontro nunca encontrado

Desejo nunca realizado
Mas corpos distantes
Sentimentos mútuos
Sonhos perfeitos, mas corpos distantes...
Amor meu
Preciso de colo
Preciso sentir o cheiro que o envolve
Preciso da mão que me amparará
Preciso do doce salivar de sua língua
Preciso perder-me na imensidão dos seus braços
As portas incertas não abrirão jamais
As portas certeiras, não as encontrei.
Como poderei abrir uma?
Apenas uma para que nosso encontro seja real e natural de qualquer casal que se deseja
Como posso dessa porta sentir sua felicidade de me tocar
Porem essa mesma porta nos distancia...
Como poderei desabafar-me
Como se me convida a voar para uma realidade que não é minha
As portas nunca abrirão
Pois perdida estou sem um pé fixo no chão
Sonho com o beijo ardente daquele sonho que se trancou detrás da porta da realidade
Lá respirava o mesmo ar
Lá absorvia do mesmo corpo
Entregando-me inteira sem a preocupação do amanha e das palavras podres dos invejosos
Amor, meu pegue esse avião, e voa até nosso encontro
arrebente todas as porta, e depois grite
- Eu consegui atravessar o mundo para lhe salvar!!!
mas
A porta me impede de ouvir sua doce voz...



PAOLA VANNUCCI

sexta-feira, setembro 01, 2006

O DIA DE HOJE




Perplexa fiquei,
Mas apenas posso expressar-me no desejo de te amar
Assumir uma relação mutua, mas sem nos tocarmos.
Assumir um desejo ardente
Mas sem saborearmos do nosso gosto
Estou encantada, estou hipnotizada.
Estou ardente no querer
Como é que funciona o relacionamento a dois?
Quem pergunta é o enlace que nos une?
A vida que nos distancia?
Quem pergunta
É a fada madrinha dos meus sonhos?
Quem pergunta é essa vida bandida que me rouba de ti?
Que vida louca....
Hoje fiquei sem palavras.
Chorando fiquei,
Pasmo você ficou...
Perplexo na ânsia de falar sem pensar
Que será de mim, sem o teu amor?
Que será das almas distantes, mas desejantes?
Oh! Santo Deus que aconteceu com nossos sentimentos?
Santo Deus.
Sem palavras....


PAOLA VANNUCCI