quarta-feira, novembro 29, 2006

Aquela noite....

Distinta noite de luar
Onde você me seduzia a largos beijos
Quando na arte de amar, simplesmente rendo-me
Ao afago ao braço forte ao desejo
Você me aceita com um simples toque
Eu o num simples olhar o tenho completamente meu,
A mim cabe a liberdade de amá-lo
A mim cabe docemente a realizar o mais belo dos prazeres
A noite esquenta meu corpo nu e trêmulo
A noite caminha ao desenrolar e embaralhar nossos sentidos
A noite esfrega nossos corpos num banho de mar
Doce prazer com um tom voraz
O desejo ardente me persegue
Você me prende com sua boca a me sufocar
Quero gritar
Quero subir as paredes
Quero me molhar
Quero nunca mais vesti-lo
Quero amar...
Quero aqui neste momento perder a vergonha...
Pobre e triste noite de luar
Que acaba com o raiar do sol
Pena meu corpo separar
Pena que na noite seguinte a certeza fora em vão...
Pois quero a luxúria do prazer
E meu corpo o entronizar!






PAOLA VANNUCCI

domingo, novembro 26, 2006

Voilência

Eu não posso de deixar de falar sobre a vio`lência.
É uma banalidade.
Ontem foi lembrado o Dia Internacional Pelo Fim de Toda Violência Contra a Mulher. Leiam a baixo, e denunciem a cada ato injusto, não só a nós mulheres, mas como a sociedade em si. Crimes não podem ficar impunes.
Ligue 180
Direitos

Movimento de defesa da mulher comemora dia contra violência
25 de novembro de 2005, às 15h00
Hoje é o Dia Internacional Pelo Fim de Toda Violência Contra a Mulher. A data é comemorada há 24 anos, e foi criada durante o I Encontro Feminista Latino Americano em Bogotá.
Em Florianópolis, a manhã foi marcada por uma audiência pública na Assembléia Legislativa, promovida pelo Fórum da Mulher Parlamentar Catarinense, com o tema "Violência Doméstica".
Durante a tarde dessa sexta-feira ,será realizado um ato público na praça Fernando Machado (praça Miramar), com a participação de várias entidades ligadas ao movimento de defesa da mulher. Atividades educativas e orientações para o combate à violência contra a mulher farão parte do evento.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. A violência responde por aproximadamente 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 e 44 anos no mundo todo. Em alguns países, até 69% das mulheres relatam terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira relação sexual foi forçada.
Terei deste site:

quarta-feira, novembro 22, 2006


Emanoel Araújodiretor Museu Afro-Brasil

Segunda-feira, dia 20 de novembro, comemora-se 35 anos da criação do dia Nacional da Consciência Negra. A data foi escolhida por ser o dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra contra a escravidão, assassinado em 1695.
A abolição da escravatura foi em 1888, mas até os dias de hoje a diferença se vê na sociedade.
A população negra recebe salários médios menores que os brancos; o rendimento médio de uma família negra é menor do que de uma família branca; a taxa de desemprego é maior entre os negros; e a taxa de analfabetismo entre os negros e pardos é o dobro do que entre os brancos.
O entrevistado do Roda Viva é o baiano Emanoel Araújo. Artista plástico, ele nasceu em 1940 e teve a sua primeira exposição individual em 1959.
Foi diretor do Museu de Arte da Bahia, professor de artes gráficas e escultura nos Estados Unidos e editou livros como "A Mão Afro-Brasileira", um levantamento da contribuição do negro à cultura nacional.
Emanoel Araújo ficou por dez anos na diretoria da Pinacoteca do estado de São Paulo. Durante o período restaurou o prédio, organizou grandes exposições no local e aumentou o número médio de visitas por mês de 2 mil para mais de 30 mil. Em 2004, Emanoel Araújo inaugurou o Museu Afro-Brasil, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, com mais de mil itens da coleção reunida por ele próprio. A iniciativa, inédita, era de contar, resgatar e contextuar a história dos negros.
Entrevistadores: Demétrio Magnoli, geógrafo, especialista em relações internacionais e editor do jornal Mundo, Geografia e Política Internacional; Dulce Maria Pereira, embaixadora e presidente da Interforum Global; César Giobbi, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e apresentador do programa Planeta Cidade, da TV Cultura; Oswaldo de Camargo, jornalista, escritor e coordenador de literatura do Museu Afro-Brasil; Ligia F. Ferreira, professora da Faculdade De Filosofia, Letras E Ciências Humanas da USP e diretora do Centro de Línguas da USP; Fabio Cypriano, repórter e crítico de arte do jornal Folha de S. Paulo e professor do curso de jornalismo da PUC de São Paulo. Apresentação: Paulo Markun
Uma frase que Emanuel disso no programa que vale a pena ressaltar:
Ao invés de ser o dia da cosciência negra, deveria ser o dia da consciência branca, ouseja da sociedade em si.
Creio que não tenho mais a declarar.

sexta-feira, novembro 17, 2006

VERDADES E MITOS SOBRE OS PERIGOS E O POTENCIAL DA MACONHA
Droga pode causar dependência e ataca pulmões como o cigarro, mas seus efeitos sobre neurônios, memória e aprendizado

Reinaldo José Lopes, do G1, em São Paulo entre em contato


Poucos assuntos criam mais controvérsia e geram mais curiosidade do que a maconha, talvez porque se trate da droga ilícita que as pessoas comuns têm mais chance de conhecer ao longo da vida – estima-se que até 4% da população mundial já a tenha consumido.
Mesmo assim, uma cortina de fumaça de desinformação ainda cerca a planta e seu uso. O G1 responde abaixo às dúvidas mais comuns sobre a maconha, utilizando as últimas descobertas de médicos e cientistas para esclarecer quais são os perigos e o potencial da droga.
De cara, é bom avisar: maconha faz mal. Embora não seja muito diferente de fumar um cigarro comum, com os mesmos riscos de câncer e outras doenças relacionadas ao trato respiratório, ainda assim é o tipo de perigo que até mesmo os mais entusiastas do uso médico da planta recomendam evitar.
Também vale lembrar que, como em qualquer área da ciência, esses dados estão sujeitos a revisão constante: o que hoje parece uma certeza pode se revelar um equívoco com estudos mais cuidadosos. Além disso, muitas características da droga e de sua ação sobre o organismo ainda são pouco conhecidas.
Qual a origem da planta?Conhecida pelos cientistas como Cannabis sativa, a erva parece ser originária das vizinhanças da cordilheira do Himalaia, na Ásia, e é consumida desde tempos pré-históricos. Foi consumida na Índia e na Pérsia antigas e passou a ser usada como narcótico no Ocidente a partir da época das grandes navegações, no século XVI.
Onde se pode consumi-la legalmente?A legislação mundial ainda é rigorosa em relação à venda em larga escala da planta. Mesmo no país mais liberal do mundo em relação ao tema, a Holanda, só é possível comprar pequenas quantidades (alguns gramas, ou plantas em vasos) para consumo pessoal em lojas especializadas, e ninguém está autorizado a produzir ou vender a droga em larga escala. Legislações parecidas quanto à posse e consumo particulares (mas não quanto à venda pública) estão em vigor na cidade de Denver (Colorado, EUA), no estado americano do Alasca e em dois estados da Austrália.
Por que fumar maconha “dá barato”?Porque o princípio ativo da droga é, por um acaso incrível, muito parecido com um importante mensageiro químico do cérebro. O princípio ativo, batizado com o indigesto nome de delta-9-tetraidrocanabinol (ou THC, para encurtar), tem estrutura química semelhante à de substâncias que controlam a passagem de sinais entre as células nervosas, os neurônios.
Esse sistema de mensagens do cérebro foi descoberto graças às pesquisas sobre maconha e, em homenagem à droga, foi batizado de sistema endocanabinóide (ou seja, a da “Cannabis produzida dentro” do corpo). O sistema endocanabinóide atua em quase todas as regiões do cérebro, mas o prazer gerado pela droga advém do fato de que ele atua sobre o córtex (a sede da consciência e da razão), a amígdala (ligada às emoções) e o tronco cerebral (responsável pela sensação de dor). É por isso que os usuários relatam experimentar tranqüilidade e bem-estar durante o consumo – as mensagens químicas ligadas à ansiedade ou a dor são barradas pela ação da droga sobre o sistema endocanabinóide.
Maconha pode ser consumida por jovens?Não. Segundo um dos maiores especialistas no assunto, o neurocientista e farmacologista Daniele Piomelli, da Universidade da Califórnia em Irvine, o cérebro de adolescentes ainda está em formação e o consumo da droga pode ter sérias conseqüências. Entre as diversas estruturas que ainda não estão formadas no cérebro de um jovem está o sistema dopaminérgico, que processa informações de recompensa e está ligado a comportamentos de vício.
O uso causa dependência?“Existe essa possibilidade”, diz Dartiu Xavier da Silveira, médico e pesquisador da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e um dos principais especialistas brasileiros em dependência de drogas. “No entanto, aparentemente a proporção dos usuários que se tornam dependentes é semelhante à que se vê entre usuários de álcool, ou seja, cerca de 10%”, afirma ele.
Ela abre o apetite?Sim. A chamada “larica” (fome acentuada) associada ao uso da planta não é mera lenda urbana. Mais uma vez, a culpa é da ação sobre o sistema endocanabinóide: o THC também mexe com esse sistema no hipotálamo, área do cérebro que regula o apetite. Segundo Roger Nicoll, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Francisco (EUA), a comida passa a parecer mais desejável para alguém com “larica”.
A maconha serve de “escada” para drogas mais pesadas?“Não existe nenhuma evidência sólida disso”, afirma Dartiu Xavier da Silveira. Usuários de cocaína e heroína muitas vezes também usam maconha, mas não há sinais de que a erva abra o apetite do usuário para outras drogas.
Quais são seus efeitos sobre a memória e o aprendizado?A memória de curto prazo (aquela que nos permite absorver uma informação nova no momento presente) e a atenção ficam realmente prejudicados, mas só há sinais de um dano permanente com o uso contínuo e em grandes doses. Do contrário, deixar de fumar é suficiente para que essas funções do cérebro se refaçam.
Existe uma dose segura para consumo?“Os estudos ainda estão muito no começo para afirmar qualquer coisa a esse respeito”, diz o médico da Unifesp.
É uma droga que mata neurônios?Outro mito: a maconha não só não parece danificar diretamente os neurônios como há indícios de que possa impedir a morte dessas células quando elas são danificadas.
É mais ou menos nociva que o cigarro para os pulmões?“Os efeitos nos pulmões são bastante parecidos com os de um cigarro normal”, conta Dartiu Xavier da Silveira. A diferença, explica o médico, é que raramente um fumante de maconha conseguirá consumir a droga em quantidades semelhantes aos maços diários de um fumante “normal”. Por isso, os danos tendem a ser menores.
Qual é o seu potencial terapêutico?Similares químicos do THC, entre os quais os conhecidos como dronabinal e nabilona, já estão no mercado e são usados para combater as náuseas associadas à quimioterapia de pacientes com câncer. Testes conduzidos com pacientes de Aids com o mesmo problema também têm mostrado bons resultados.
Outras aplicações possíveis envolvem medicamentos contra ansiedade, analgésicos e até moderadores de apetite. Nesse último caso, a idéia é se inspirar no THC e no sistema endocanabinóide para criar um “antagonista” – uma substância que bloqueie as fechaduras químicas onde essas moléculas se encaixam e, assim, diminua a vontade de comer do paciente.
No futuro, qual é a chance de que fumar maconha seja permitido por razões médicas?“Há quem defenda simplesmente fumar a maconha com objetivo terapêutico, mas a preferência tem sido pelo uso de comprimidos de THC, que evitam os problemas causados pela inalação da fumaça”, afirma o pesquisador da Unifesp. Mesmo o THC, por si só, não é perfeito: ele tende a ir parar em regiões indesejadas do cérebro, agindo de forma pouca específica e causando efeitos colaterais. Por isso, há também a intenção de criar versões modificadas da molécula para implementar o uso clínico.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Ditadura Militar

Assunto difícil, delicado de se tratar. Mas diante do fato do julgamento do “Ustra” não posso deixar-me calar.
As pessoas tratam as outras pessoas como se fossem animais, esquecem de que somos seres humanos iguais, diferenciados por raça, cor e etnia, mas somos feitos de carne e osso. Na época do Militarismo, quem comandava, eram todos uns covardes e sanguinários. Eu não tenho medo nem vergonha em falar, porque o direito de ir e vir é todo meu, é todo nosso. Só quem vive, ou viveu com presos políticos, sabe o que é passar a vida sob tortura, sim porque é uma constante tortura viver sob um teto de um torturado da época.
Uma pessoa tortura, não vive a alegria direito, vive a ganância ou pela vida ou pela morte. Mas nunca perde o sonho, a luta por seus ideais, jamais perde o humanismo e o brio. O caráter de cada um já é formado no ventre materno, e essas pessoas morrem para deixar seus rastros de conquista nessa vida que até então é maldita, e banalizada por certas pessoas que aterrorizam, torturam, barbarizam, e matam essas pessoas vitoriosas.

* cadeira de dragão;
* choques elétricos;
* pau de arara;
* tortura completamente nus;
* tortura psicológica;
* para dormir, umas palmadinhas e salinhas iluminadas até se renderem ao sono e dormir...

Ontem o tal “Ustra” foi a julgamento, mas não compareceu, ontem pela manha, pensei que se havia justiça, mas fora de passagem. O Cara tem um advogadozinho, que o defende, e o tal “Ustra” covardemente não deu sua cara a tapa, pois ele mesmo sabe que tem culpa e muita culpa no cartório.
Escrevo sim e quem vai me calar?
Escrevo agora para que todos aqueles que passaram por essa época e passaram sob tortura, que denunciem, que falem, que usem forças para prender um a um desses canalhas, covardes, sem vergonhas... Falo sim.
Pela minha idade, não fui presa, nasci presa a um Regime Absurdo e sou filha da época, sou como muitos brasileiros, filhos da esperança, filhos dos quais deveríamos para, protestar, exigir do governo, exigir justiça. Filhos que ergam as vozes.
Imagino como deve ser um filho, um neto, ou apenas um parente de um torturador, você que se casará e seu sogro por ventura é um torturador. Não acredito que torturadores se regenerem. Já pensou ser nora de um torturador?
E por aí vai.
Aqui deixo várias perguntas:

Porque o governo ainda tem no poder antigos militares?
Porque o governo não toma atitude e vergonha para pagar as famílias que sofreram nessa época?
Porque o Brasil ainda é o único país atrasado para esse assunto?
Porque não se faz justiça?

Minha vida é cheia de esperança, sabem o porque?
Sempre acordo com um sorriso lindo e a certeza de que um dia verei a verdadeira justiça.
Luto pela vitória e não há ninguém para me tirar do cominho. Luto pela cultura e não há ninguém a me tirar do caminho, porque o bem mais precioso do ser humano está na cabeça com seus pensamentos.

PAOLA VANNUCCI
09/11/2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

Moçada, leiam isto, amanhã dou meu parecer

Mas adianto, os militares todos deveriam serem banidos e torturados deste país, assim como eles atrocidaram famílias inteiras.
amanhã dou meu parecer...

A todos os militares que assolaram o Brasil, merecem a morte!!!!!!!!!!!

PELA 1ª VEZ, MILITAR VAI RESPONDER POR CRIMES DA DITADURA


Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é acusado pela família Teles, que teve duas crianças torturadas


Ardilhes Moreira, do G1, em São Paulo entre em contato

Pela primeira vez no Brasil, um militar de alta patente será colocado no banco dos réus por crimes de tortura cometidos durante a ditadura militar. O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que atuou no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, será julgado na quarta-feira (8), a partir das 14h. O coronel vai responder a uma ação declaratória movida por Maria Amélia de Almeida Teles, integrante da Comissão de Familiares Mortos e Desaparecidos, que foi presa e torturada com a família em São Paulo. De acordo com Amélia, a família não quer indenização do Estado ou prisão para o coronel. "É uma ação de efeito político, que vai trazer reconhecimento de que um coronel do Exército, na época major, era torturador", explica Amélia. Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, o juiz aceitou a ação porque ela não é limitada pela Lei da Anistia. O ação será julgada em um juizado cível, que trata da responsabilidade sobre atos e direito sobre bens. Na interpretação do tribunal, a Lei da Anistia impede apenas que ela seja julgada em um juizado criminal, que apura responsabilidade sobre crimes.
O julgamento é inédito no Brasil, de acordo com entidades de defesa dos direitos humanos e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. "Não tenho conhecimento de outro caso. O crime de tortura é imprescritível, pode ser alegado a qualquer momento e a qualquer tempo", diz o advogado Lúcio França, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB e do grupo Tortura Nunca Mais.
No julgamento, vários ex-presos políticos prestarão depoimento. "A intenção maior é o esclarecimento do que ocorreu naquela época”, afirma Amélia. Segundo França, o caso pode abrir jurisprudência, ou seja, se tornar referência para processos semelhantes. "Isso vai dar margem para que outras pessoas que foram torturadas denunciem militares", disse França.
Maria Amélia quer provar definitivamente que ela, o marido César, a tia Criméia Almeida e os filhos Janaína e Edson foram torturados em uma unidade do Doi-Codi onde o comandante era o coronel Ustra, também conhecido como "Tibiriçá". Na época, os filhos tinham tinham 5 e 4 anos.Na época, Amélia era integrante do Partido Comunista e atuava na imprensa alternativa. Ela permaneceu dez meses presa, o marido cinco anos e os filhos passaram alguns dias com ela no DOI-Codi até serem entregues para familiares em Minas Gerais. Ela conta que no período sofreu todos os tipos de violência comuns no período: cadeira do dragão, pau-de-arara, palmatória e afogamento.CoronelUstra é um dos fundadores do Terrorismo Nunca Mais, ONG criada em 1998. O grupo é uma espécie de "oposição" ao grupo Tortura Nunca Mais e, em seu site, apresenta uma defesa das políticas adotadas durante o período militar. O coronel reservado lançou neste ano o livro "A Verdade Sufocada". Segundo a resenha oficial, o autor "procura desfazer mitos, farsas e mentiras divulgadas para manipular a opinião pública" a respeito da ditadura.
AberturaPara o advogado Lúcio França, o julgamento é um passo importante na responsabilização dos militares envolvidos nos casos de tortura. Segundo ele, o número de possíveis reús chega a centenas. Ele destaca que em outros países da América Latina já ocorrem punições e o Brasil é um dos mais atrasados.

domingo, novembro 05, 2006

Quem canta no momento?

Muitas vezes, o sol me derretera por tanto esperá-lo
A lua me consola a enxugar minhas sofridas lágrimas
Meu desespero aumenta a cada toque de piano,
A Yves não esquece a nossa canção
Lembro que um dia sonhamos juntos
Lembro que um dia era você do outro lado da porta
E todos me disseram para abri-la e enfrentar meu coração
Mas você fugiu como quem foge da cruz
Santo Deus como posso dar continuidade ao que sinto?
Como meu divino e amado desistiu de me buscar?
Agora ouço a voz de Antony
Ele é quem canta pra nós,
Pois a Yves cansou
Antony nunca desistiu
A noite é quente
Mas não há estrelas a brilhar
Somente a lua reflete meu triste rosto a beira dum rio
Você todo apagado fugiu...
Pobre lua a enxugar minhas sofridas lágrimas
Ouço a porta bater
Ouço uivos de lobos

Querem me comer...
Sinto suas pegadas aqui, bem perto...

Meu amor trancara nas profundezas desse rio
Fugindo do alcanse dos meus braçaos.
Agora como a noite é longa...
Pedi a lua para me consolar...
Ai de mim se não tivesse ao menos essa lua!


PAOLA VANNUCCI

quarta-feira, novembro 01, 2006

COMPARTILHAR....


Toda hora é hora de compartilhar
O desejo é seu, é meu, é confuso.
É
Mas nos esquecemos das crianças
Seres calmos e humildes que,
Hoje em dia, suja sua roupa de sangue,
É este sangue que é compartilhado o pão.
Crime que vem crescendo dia após dia
Dia vem, dia vai
Dia após dia... e,
Compartilhamos a morte.
Pois bem,
Toda hora é hora de viver
Ninguém quer morrer...
Então!!
Porque deseja a morte, criança linda?
No começo o desejo é nosso, criança linda...
Agora vejo que sumiu o seu desejo
Ah! Eu sei...
Seu desejo é de viver
Viver!!!
Não é, criança linda?
É
Toda hora é hora de compartilhar...
Compartilhar, comparsa, companheiro.
Compartilhar!


Uma série de poemas meus dedicados às crianças.




PAOLA VANNUCCI