domingo, janeiro 29, 2012

A minha volta


Vejo um mundo a minha volta,

Que não condiz com o que sinto.

A Bomba de Hiroxima deveria acabar com a Terra,

Mas dias bonitos de domingo,

Invadem o mundo.

Não os meus e

Sim para os amantes dos parques,

Após deixarem seus lixos em noitadas decadentes.

Vejo um mundo torpe,

Onde ‘grana’ grita a gana de cada ser.

Pobreza está na mente, e,

Se não me sobra ‘algum’?

Não abro janelas ao vento,

Ficaria exposta no desabar de cada prédio.

Varreria corpos dos escombros,

Do mundo nada me consola, e

Estouvados sobre asfaltos,

Vórtices indeléveis, febris seres,

Que nada produzem.

A esperança é perdida,

Ao escutar arengas nos palanques.

Vejo ínvias mentes conquistando o pão da pobreza.

Estou numa bola de neve que degela

A cada morte sofrida,

Enquanto nos ‘UFC’S’ a violência é

Instigada e aplaudida como se fossem mártires dos desertos.

AH! Vida minha!

Sei que sobreviverei das minhas palavras,

Escondendo-me, sem que me vejam,

Nas tais afirmações minhas.

Sofrendo cada dia, vivenciando

A banalidade que o mundo passa

Flanando por covas sem fundo.

Paola Vannucci

29/01/2012

domingo, janeiro 08, 2012

Faixa Etária

Se, ser poeta é lamuriar sentimentos,

A vida que observo, reflete desgosto.

Não paro de pensar na menina estuprada,

Treze anos,

Perdida numa praia,

Desprendera de seus pais,

Encontrara sexo podre

E lançada ao mar ficara.

Diferentemente da Cristiane F,

Treze anos,

Por opção, era drogada e prostituída.

Se, ser poeta é estar em paz consigo,

Meu mundo estaria completo, se

Não visse outra menina com

Dez anos

Queimando crack nas ruas da cidade.

Desesperada,

A pobre não dorme com medo de ser

Estuprada.

Dez anos,

No meu tempo,

Queria estar sorvendo da brisa do parque,

Lambendo meu sorvete.

Se, ser poeta é descrever o mundo,

Gostaria de não mais lavar minhas palavras

Nas enxurradas lameadas dessa vida.

Paola Vannucci

08/01/2011