domingo, setembro 21, 2008

Ana Paula Perissé



Essa moça despojada e de conversa gostosa via internet, que acabei conhecendo e aos poucos fui desvendando seus dotes poéticos.
No dia em que ela me mandou o poema para esta postagem, rs, não resisti e respondi rs.... Vamos à leitura desta grandiosa poetisa!!!!

Terror Poético
Ana Paula Perissé*

Terror poético para acalentar alma doída.
Poéticas em transe,quase delirantes,
para desfazer o nó górdio ancestral.
Heresias autopoiéticas para abrandar a ausência
que já se desfez
em pedaços de mil fantasias.
despossuídas.
Bombas de poesia
para que ao poeta seja merecido
o pertencimento da vida,
o parentesco e o acolhimento no espanto
dos acontecimentos pulsantes.
Injeções e enxertos de palavras flutuantes
em arte quase pictóricas
para que o sentido obscuro de uma argila dura
amoleça,
em suaves nuances de maciez,
a pele corroída de uma
ardente pretensa poetisa.

Terror poético em resposta!

Terror poético que aterroriza pobres mortais das literaturas

pena,
nossos jovens não decifrarem tais palavras aqui descritas,
pena a educação ser uma loterias.
onde a matança desenfreada nas escolas correm as soltas;
são heranças deixadas pelos militares nojentos,
são a acolhida de quem quer fazer
mas,
não tem por onde começar...
fantasma alegórico da escrita.
pobre Aurélio que já morreu.
pobre língua que sofrerá abusivas transformações.
cálidos professores que não tem o que fazer.
tenebrosa poesia!!!!

Paola Vannucci
20/09/2008

sábado, setembro 13, 2008

22 Anos!!



Remeto-me ao silêncio e a observação.
Remeto-me ao desejo da conquista e do seguimento.
Remeto-me ao brilho da luz que me proporcionara.

Tudo se transforma...
Ao meu pai, mais uma vez dedico estas palavras.
Pois no silêncio que faz todo sentido e nota a diferença vivida com a experiência.
Calei-me várias vezes para escutar sua voz, mas você partira numa vida turbinada e honrada. Vida louca, pois você tinha de mostrar quem era de verdade, sucunbiu-se pela dor e pela doença da qual jamais pode curar.
Por isso Pai hoje permaneço no silêncio e coloco aqui um pouco de suas palavras e apenas tenho a agradecer o tempo que vivi ao seu lado aprendendo todos os seus ensinamentos.
A maior lição que aprendi com meu Pai é de continuar e persistir, jamais desistir procurando sempre o Amor e a Doação!

Sua filha Paola

26 de setembro de 1971
Silêncio

Tudo é de relativa beleza.
Tudo é plena calma.
É no silêncio desta cela
Em plena madrugada
Que consigo pensar
No que dar, como amar...
É que consigo escrever
E pensar no futuro.

Érico Vannucci Mendes

O poeta é, antes de tudo, ousado — ‘ora direis, ouvir entre eles’ — é intrépido
além de criados — ‘por mares nunca dantes navegados’ — e, corajoso, leva a cabo a
decisão — ‘lá sou amigo do rei’ — comunica-se... decididamente não devo ser um
deles.

Érico Vannucci Mendes
13 de maio de 1986

Deixo estas Palavras.

Paola Vannucci
13/09/2008



domingo, setembro 07, 2008

Ciclos - 7 de setembro



Mais um ciclo se fecha com mais este 7 de setembro, e pouco se vê nas escolas a questão da tão sonhada educação.
Não quero ser redundante, mas é sempre bom um alerta para que possamos pensar. Este ano é ano elitoral e mais uma vez ano de inovações ou seja, para quem deseja inovar diga-se de passagem.
Todos reclamam que sempre se têm as mesmas pessoas no poder, mas se não tivermos escolhas novas, como saberemos se os mesmos não sabotaram tais eventos?
Neste 7 de setembro façamos agir o nosso espirito político e vamos botar a boca a tremer o palanque, colocaremos pessoas com idéias e ideais políticos a tona, pessoas que com caráter nos façam das nossas vidas um leito de prazer, ao invés de desgosto e nojo por nosso país.
Nosssas criancinhas estão crescendo num país onde o Rei ainda é Pelé e a politica ainda é mercenária. Crianças crescem divididas entre o ideal e o sonho acobertado, muitos pais se esquecem que crescer brincando é mais divertido do que a cobrança que assistida dos adultos acaba sendo uma tortura e uma grande falha no desenvolvimento mental de cada uma delas.

# Fulano tem que trabalhar, mas perdeu o emprego e a mãe salvadora da familia mendiga o pao na fila do emprego.
# Fulana tem que largar o filho na creche, para poder sustentar as bocas carentes daquele pai que sumiu no mundo a procura de livre vida sem aborrecimentos.

Criança já é cobrada desde cedo. Cresce sem civilidade e foge da escola, para brincar de viver nas ruas da amargura. Criança sofre desde cedo.
Mas o sol ainda brilha, pos este ano o ciclo se fecha e mais um 7 de setembro, posso com minhas forças ao menos mudar a cabeça de uma menininha triste.
É pena saber do ciclo da raça humana, em retornar e repetir a mesma história com personagens diferentes e nada divergentes. Tema polêmico para nossas criancinhas que não sabem nem o dia da Pátria do nosso país.

Repito as palavras do ano passado:

NOSSOS FILHOS PRECISAM DE EDUCAÇÃO, ORDEM, PROGRESSO E RESPEITO!
Paola Vannucci
07/09/2008

terça-feira, setembro 02, 2008

Felicidade resistente



Felicidade resistente.
Persiste nas palavras.
Nos desejos,
Nossos encontros.
Felicidade realizada.
Conturbada pelo momento e distância,
Felicidade norteada...
Quanta saudade!!
Ainda bem que tenho saudade.
Pois as lembranças me fazem sorrir.
Por que sorrio?
Riso tirado e roubado pela vida sofrida...
Sorrio por simplesmente lembrar;
Seu rosto, corpo desejo...
Alma,
Sorrio!!
Felicidade farta e presente no brilho dos meus olhos.

Paola Vannucci
02/09/2008