sexta-feira, abril 27, 2012

Caminhada


Continuo meu caminhar,
Resistindo a dor.
Dias de desespero,
Dias cheios de perguntas,
Para poucas respostas.
Vida louca que me confunde como um qualquer,
Delírio desgastante que me faz distante dos seus passos.
Trilho meus passos a procura de um porém,
Nada me consola,
Nem menos as teclas do computador.
Procuro tocar o vento.
Imaginando ser sua pele,
Que um dia já foi doce como um anjo inocente,
Mas, o anjo,
Meus olhos não encontrou.
Percebi que cheguei tarde ao coração da nobreza.
Meu rastejar começara
Na imensidão deste país,
Que me deixa distante do seu sentir.
Descobri que sou uma fagulha
Que jamais penetrarei nos seus pulsos sanguíneos.
Agora ando com um nó fraco na garganta,
Querendo balbuciar,
Vociferar,
Declamar,
Palavras jamais ditas aos seus ouvidos.

Paola Vannucci
27/01/2012

quinta-feira, abril 05, 2012

Acordar


Depois de algum tempo parada, resolvi voltar, mas relembrando algo que escrevi antes... Espero que vocês gostem:

Acordar


O diabo invadira meus sonhos,
Para tomar meu corpo como uma prostituta.
Bem que tentou o coitado,
Mas de súbito assombro, acordei e rezei,
Pobre diabo que me dissera uma vez,
Que sua carne era mais vil,
Ou, a mais gostosa.
Mal sabe ele, que tenho um trato com alguém que me conduz.
Coitado,
Pensa que é assim, usar, abusar,
Jogar na sarjeta como uma maltrapilha qualquer.
Pobre diabo que se esconde na face do cordeiro.
Ontem ele tentou, nesta semana também,
Atordoada, fiquei.
Desapontada chorei.
Tenho pena porque,
Diabo algum sabe o tamanho da minha Fé.
Meu corpo tem dono, meu caminhar também.
Mal sabe ele que guardo um desejo em meu coração.
Entre lobos,
Sou eu um cordeiro a espreita da boa vida.

Paola Vannucci
20/03/2010