Acordar


Depois de algum tempo parada, resolvi voltar, mas relembrando algo que escrevi antes... Espero que vocês gostem:

Acordar


O diabo invadira meus sonhos,
Para tomar meu corpo como uma prostituta.
Bem que tentou o coitado,
Mas de súbito assombro, acordei e rezei,
Pobre diabo que me dissera uma vez,
Que sua carne era mais vil,
Ou, a mais gostosa.
Mal sabe ele, que tenho um trato com alguém que me conduz.
Coitado,
Pensa que é assim, usar, abusar,
Jogar na sarjeta como uma maltrapilha qualquer.
Pobre diabo que se esconde na face do cordeiro.
Ontem ele tentou, nesta semana também,
Atordoada, fiquei.
Desapontada chorei.
Tenho pena porque,
Diabo algum sabe o tamanho da minha Fé.
Meu corpo tem dono, meu caminhar também.
Mal sabe ele que guardo um desejo em meu coração.
Entre lobos,
Sou eu um cordeiro a espreita da boa vida.

Paola Vannucci
20/03/2010

Comentários

shashi disse…
Meu amigo amoroso,
Eu vi o seu novo blog. Eu gostava de seus posts.
Desejo-lhe grande momento.
Com amor,
beijos,
Shashi
Gostei demais de sua posição,
minha amiga linda.
Boa Páscoa, viu?
Paz e Poesia,
Ci.
Wellington Rex disse…
Amor, esse poema é forte, de uma fase sua visceral. Parece quase palpável, tridimensional!
Aldo disse…
Muito bacana Paola. E a arte é assim (entre muitas outras coisas): sensibilidade, transformação e transpiração...
Adorei esse desafio carnal.
Parabéns amiga. Você escreve muito bem.
Grande abraço e um beijo no seu coração.
Tudo de bom.
Freddy Diblu disse…
E essa efervescência poética que brota naturalmente, como requer a vida. Sus, Paola!

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