sábado, setembro 01, 2012

Células queimadas


Um dia o vento levou meu amor
Não sabia:...
Um incêndio chegando.
Não sentia mais meus instintos.
Seu perfume exalara no ar.
Minhas células queimaram sem socorro algum.
Tive a intenção de pedir ajuda,
O fogo me sucumbira.
Minhas células secaram diante do incêndio,
Que o tirou dos meus braços.
Querendo ser, eu a morte,
Confiei na rosa que antes parecia triste, e
Rija em meio às labaredas,
Como resposta;
Nada acabara,
Apenas uma etapa se concluíra
Esse incêndio explica tudo,
Sem sua presença, ascende uma chama,
Que nutre, queima,
Enraíza nosso amor.
Desse incêndio, aprendi que ao,
Nascer uma rosa, jamais esta morrerá.
Nem com a bomba de Hiroshima.

Paola Vannucci
01/09/2012

4 comentários:

Wellington Rex disse...

O incêndio queima etapas da vida, que se renova e assim prosseguimos amando. Parabéns pela tocante poesia. Te amo.

Daniel Aladiah disse...

Querida Paola
Há neste poema muita coisa, um momento, uma passagem...
Sempre podemos sair mais fortes após esses acontecimentos, que pensamos "catastróficos", mas quase sempre são libertadores...
Beijo
Daniel

O Profeta disse...

Este pensador, viajeiro entre Sois
Esta Ave pousada em mil embarcações
Esbarco que passa sem vela ou remo
Esta arca repleta de vibrantes emoções

Esta mestiça flor de açafrão
Este ramo de espinhos cravados na mão
Esta alma que não ousa largar opinião
Este homem vestido de solidão

Boa semana

Doce beijo

Loritz Sanvi Amor e poemas disse...

“Um dia o vento levou meu amor
Não sabia...
Um incêndio chegando.
Não sentia mais meus instintos.
Seu perfume exalara no ar.
Minhas células queimaram sem socorro algum...”

Fico muito feliz em ter-te como amiga; sensível e habilidosa poetisa Paola Vannucci!!!
É emocionante ler o que escreves!!!
Amei seu Poema!!!

INCANDESCENTE!!!
A P L A U S O S...

Muito obrigado, poetisa Paola Vannucci!!!
Beijinhos...