sábado, abril 04, 2009

Cabelos

Antes de lerem, ouçam esta música, valem a pena!
Divirtam-se!

Beijos

Paola






À medida que o tempo passa
Perdemos noções básicas da vida,
Perdemos identidade.
As mulheres usam de tantos artifícios
Estragando seus cabelos com diversos recursos,
Negras, usam alisantes,
Morenas, usam alisantes,
Loiras, usam alisantes.
Francesas, alisantes,
Japonesas, alisantes,
Perdem-se o brilho.
Alisantes para tudo,
Perdem-se o natural.
Qualidade de vida, enriquecimento a poucos
Tudo por causa dos alisante para cabelos.
Tratamento para rebeldia,
Usam-se alisantes,
Psicoterapia, alisantes,
Entre quatro paredes,
Brincam de alisar suas peles.
A febre continua no mascarado.
Alisantes e não ao contentamento temos os
Tonalizantes.

Paola Vannucci
04/04/2009

10 comentários:

SIGRID SPOLZINO disse...

Ouvir a música como indicaste... divertida!!!!
Ah! Se elas soubessem que do jeitinho que Deus as fez são únicas... Precisam aprender a se olharem e verem isso tb... Baci, poeta!

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

A música é divertida, amiga!
E a poesia, como sempre trazendo assuntos atuais.
Beijos!

Chuchu disse...

Não sei se isso é bom ou ruim... Será progresso ou regresso???

Na dúvida, fico com o natural. Pra ser diferente...


Obs.: adorei a poesia!

Harold disse...

Doce Paola!
Muito belo e reflexivo este poema. De fato, vivemos numa sociedade que acha que dá para uiformizar as pessoas. Aí, o método do alisamento vira lei.
Graças a Deus, há pessoas, como eu e você, que duvidam da possibilidade de alisar os pensamentos e as emoções. Ninguém pode alisar a alma.
Parabéns por este poema.
Beijos!

citadinokane disse...

Pô Paola!
Peloamordedeus! Põe o vídeo que fiz da toada que gravei com o meu amigo Duda Bueres, faço a 2ª voz, quase imperceptível e é bom que assim seja, pois sou desafinado pra caramba!
Divulgue a nossa toada, os músicos estão esperando o pagamento, ahahaha...
O vídeo está no youtube e no meu blog: "Cuíra Urbana do Boizinho Estrelado".
Beijos,
Pedro

citadinokane disse...

Cabelo, né?!
Huumm... deixa pra lá!
beijos,
Pedro

Daniel Aladiah disse...

Querida Paola
E tudo isso é identificado com a pessoa, como se mais nada houvesse.
Uma Santa Páscoa
Um beijo
Daniel

Anônimo disse...

Paola, eu acho que o ser humano nunca está satisfeito com nada, se os cabelos são crespos, alisam-no, se são lisos, encrespam-no, se são morenas, ficam loiras, se loiras, tornam-se morenas e, assim caminha a humanidade, sempre em busca de algo. Mas o que seria da vida se não estivéssemos sempre em busca de alguma coisa? Afinal, este é o sentido da vida. beijos.
Jane Peralva

Cantinho do Terapeuta (Massa!) disse...

Adorei o poema, Paola. Lembrou-me a música "Salão de Beleza" do Zeca Baleiro. Bon ler poetas como você. Namaste! Gasho.

Cantinho do Terapeuta (Massa!) disse...

Saiu um bom com "n" como em francês, mas tá valendo...você é ótima...rs.